“É uma dor que não acaba”, diz funcionária da CBF que denunciou Rogério Caboclo por assédio

Oportunidade & Ajuda 2021-09-20 No Comments

“É uma dor que não acaba”, diz funcionária da CBF que denunciou Rogério Caboclo por assédio

No dia 4 de junho de 2021, uma funcionária da CBF denunciou o então presidente da entidade, Rogério Caboclo, por assédio sexual e moral. A acusação, revelada pelo ge, detonou uma das maiores crises da história da entidade. O dirigente foi afastado do cargo dois dias depois e, desde então, passou a enfrentar novas acusações.

Mais de três meses após a denúncia, a funcionária quebra o silêncio numa entrevista exclusiva ao ge, na qual revela a luta contra a depressão e detalha as motivações da decisão que tomou.

— É uma situação pela qual nenhuma mulher deveria passar em nenhum momento da vida. É uma dor que não acaba. É uma dor que hora nenhuma sai de mim. Hora nenhuma eu esqueço que ela existe. Está sempre presente, latente, em todos os momentos do meu dia — afirmou a mulher.

A funcionária, que voltou a trabalhar na CBF no dia 1º de setembro, afirma ter sido ameaçada por Rogério Caboclo e conta os detalhes da oferta de um acordo que recebeu – e recusou – para não fazer a denúncia. Na proposta, segundo o que relatou, ela teria que mentir a jornalistas sobre o caso, dizendo que nunca foi assediada pelo dirigente.

— A minha dignidade não tem preço. Porque eu fiquei pensando nas mulheres que viriam depois de mim. Era inaceitável proteger um assediador.

Procurado, Rogério Caboclo negou que tenha cometido assédio e reafirmou, como fez ao longo de todo esse caso, ser vítima de uma armação política. A nota enviada por sua defesa está reproduzida na íntegra ao final desta reportagem.

No total, são três mulheres que afirmam ter sido assediadas por Rogério Caboclo. O segundo caso, revelado em 9 de agosto, foi o da ex-funcionária que relatou assédio no voo para Madri, em depoimento ao Ministério Público. O terceiro caso foi publicado em 20 de agosto e incluiu também acusações de agressão.

Leia a matéria completa em: “É uma dor que não acaba”, diz funcionária da CBF que denunciou Rogério Caboclo por assédio – GE

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