Como nomeação do novo ministro da Educação muda xadrez político do governo Bolsonaro

Oportunidade & Ajuda 2020-06-26 No Comments

Como nomeação do novo ministro da Educação muda xadrez político do governo Bolsonaro

Na tarde de quinta-feira (25/6), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou o professor Carlos Decotelli como o novo ministro da Educação.

A escolha representa uma mudança brusca no tabuleiro de xadrez político do governo Bolsonaro: o grupo ideológico ligado ao filósofo Olavo de Carvalho perde espaço, em favor de um indicado pela ala “moderada” dos militares do Palácio do Planalto.

Com a saída do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, exonerado oficialmente do cargo no sábado (20/6), os “olavistas” perdem o controle sobre uma das principais pastas do governo e sobre um orçamento de autorizado de R$ 141,8 bilhões para 2020.

A outra pasta ainda sobre o comando deste grupo é a de Relações Exteriores, com Ernesto Araújo — apesar de importante, o Itamaraty tem pouco mais de R$ 4 bilhões no Orçamento deste ano.

A escolha de Bolsonaro para a Educação, anunciada via redes sociais, pegou de surpresa a cúpula atual do MEC: a possibilidade de escolha de Decotelli era ignorada na pasta.

“Circulou o nome do Sérgio Sant’Ana (assessor especial do MEC), o do (Carlos) Nadalim (secretário de Alfabetização da pasta), depois o do Antonio (Paulo) Vogel (de Medeiros, que assumiu interinamente o ministério após a saída de Weintraub), o secretário de Educação do Paraná (Renato Feder). E aí de repente… Não me lembro de ninguém ter aventado o nome dele (Decotelli) dentro do MEC. Em nenhuma conversa que eu tive, ninguém falou sobre ele”, diz um secretário do MEC à BBC News Brasil, sob anonimato.

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